sexta-feira, 31 de julho de 2009

A arte de reencontrar fantasmas

Quando eu ando pela cidade coloco meu fone do mp3 e sigo como se nada pudesse me atingir, me tirar do meu mundo que só tem espaço para a música que escolhi e meus pensamentos que mesmo com o som mais alto possível não consigo escapar.
Ultimamente meus pensamentos estão nostálgicos e às vezes penso que estão burros, dizem que o coração é burro, mas os pensamentos também são e junto com o coração eles se tornam dois jovens inconseqüentes que só dá trabalho.
Claro que essa inconseqüência tem um motivo e relendo meus posts antigos vejo que como sempre o passado me atraí mais que o futuro e todos os homens que fizeram parte da minha vida acabam voltando de uma foram ou outra e costumam a me desequilibrar, me tirar do rumo mesmo.
Normalmente os “amores” que reencontro e me fazem sair pensando que como seria, são os meus amores platônicos que nunca foram concretizados e nem existe possibilidade de ser, tipo quando eu acho que um gay pode não ser mais tão gay e que dessa vez tenho chance. Loucura!!!
Ou quando acho que posso ter uma relação com um colega de trabalho que quase nunca conversamos fora do trabalho, só quando nos encontramos numa rua qualquer e ele está passeando com o filho, ou pior eu estar apaixonada por uma cara que fiquei há uns 5 anos atrás e o cara foi morar fora do Brasil sem previsão de retorno. Tudo absurdos que os jovens incosequentes do meu coração junto com a minha cabeça podem imaginar.
Só que dessa vez eu posso dizer que com esse cara eu tive uma história, conturbada, mal explicada, mais não deixa de ser uma história.
Cheguei no bar do lado do meu trabalho para tomar umas como os meu amigos do trampo e de uma mesa ouço meu nome, viro-me e ali estava ele com o irmão dele, juro que não sabia o que fazer fiquei parada na frente da mesa praticamente em estado de choque, mal consegui falar, fiquei ali vendo os dois falar comigo e num ato automático perguntei: - O que vocês estão fazendo aqui?
A resposta foi obvia: - Ué estamos bebendo umas cervejas, senta aí. Resposta automática: - Não, estou com uma galera.
Só me lembro que cara falar em algum minuto da monossilábica conversar: - Ah, estou solteiro de novo depois de 9 anos.
CARALHO!!! Fazia tudo isso que não os viam e nem eles me viam, e na hora que ouvi a palavra ‘solteiro’ já comecei a pensar em tudo que passamos juntos, que nem sempre foram boas, mas só veio as coisas boas e daí eles foram embora só me deixando com meu pensamentos, sentei na mesa com o pessoal e aquela reencontro não saia da minha cabeça só conseguia pensar nisso.
No dia seguinte estava louca para encontrá-lo, daí pensei em dar uma volta e passar na frente da casa da mãe dele e ver se ele estava lá, só que estava morrendo de medo que fazer isso, pois se ele estivesse o que eu faria, chamaria como quem não quer nada, não.
Saí de casa com o fone do mp3 no ouvido e fui ao mercado comprar uns chocolates para acalmar a minha imensa ansiedade, antes de chegar no mercado escuto uma moto parando de meu lado, era o irmão do cara que eu queria ver.
Ele perguntou o que eu estava indo fazer e eu disse que estava indo no mercado e ele me chamou para tomar uma cerveja e na hora aceitei, era um jeito de tentar se aproximar do irmão dele através dele.
Daí saímos para um boteco bem roots na cidade, ficamos conversando e eu tentando descobrir mais coisas do irmão dele se ele perceber, descobri que o irmão dele está morando com o irmão mais novo deles, que é pai de gêmeos e que está separado.
Porém duas semanas se passaram eu não vi mais ninguém e nem sei onde poderia encontrá-lo de forma casual, sem dar na cara que estou louca para reencontrar e me confortar nos seus braços.
É isso tudo está passando na minha cabeça agora, não sei o que pensarei aqui 10 minutos...

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